Textos

(Beda #26) A poesia no meu caos

    Meu bem, se tem algo que aprendi em todos esses anos foi a não ter medo. Que às vezes o começo é complicado e se abrir para outra pessoa é assustador. Mas você me mostrou como mergulhar de cabeça. Ensinou-me sobre confiança, sobre apoio, sobre como é ter alguém para te segurar quando o chão parece tremer. Logo eu, que tinha tanto medo de deixar qualquer um chegar perto, abri todas as portas trancadas para você.

   Aos poucos aprendi a ceder, a abaixar a guarda e a não estar sempre na defensiva. Aprendi a perdoar, a me abrir e a derrubar as barreiras que construí. Você desvendou tim-tim por tim-tim do meu complexo quebra cabeça. Mostrou-me que abraços são sim o melhor remédio, que um cafuné aconchega e que tudo bem não estar no controle de si todas as horas do dia.

    Você chegou escancarando as janelas, criando raízes e nem esperou a minha  resposta. Não me perguntou se estava pronta para isso. Você pôs todas as cartas na mesa, se entregou por inteiro, na esperança de que eu pudesse fazer o mesmo. Mas eu, desconfiada, te dei apenas fragmentos. Me doei aos poucos e fui me encaixando de mansinho em cada canto seu. Fiz dos seus braços meu refúgio. Do seu riso, a minha canção. Você é a luz, onde há escuridão. É a calmaria depois da tempestade. É o abrigo, onde há furacão.

Meu bem, você é a poesia em meio ao meu caos.

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BEDA

*Imagem capa: Pinterest

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