Moda

Dicas para comprar de forma mais consciente

Imagem: Pinterest

Eu sei que ando meio sumida por aqui, faz quase uma semana que não posto, então antes de tudo: mil perdões por isso. Agora, voltando o foco para o post de hoje, decidi trazer algumas dicas para ajudar a adotar uma postura  mais consciente na hora de comprar, que na verdade são bem simples e podem ser praticadas por todos.

Claro que comprar de marcas ecológicas e que aderem ao conceito de slow fashion é um passo muito importante a ser tomado em nome de uma moda mais ética. Porém, nem sempre essa é uma opção acessível a todos. Isso porque os produtos, por serem de qualidade, duráveis e feitos de forma justa desde o início da cadeia de produção, acabam pesando mais no bolso. O preço é justificável, mas também há outros meios de comprar de forma mais consciente, que além de fazer bem para o mundo evitam gastos desnecessários. E tudo começa com simples questionamentos:

Eu preciso mesmo disso?

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Imagem: Os delírios de consumo de Becky Bloom

Lembrem do filme Os Delírios de Consumo de Becky Bloom. Onde ela é desafiada a se questionar antes de cada compra sobre o quanto precisa daquela peça. A questão é que 99% das vezes você não vai precisar de várias calças jeans praticamente iguais; da tendência do momento que não tem nada a ver com você ou de algo parecido com o que já tem no armário.

Isso combina mesmo comigo?

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Imagem: Modify Lifestyle

Por falar em tendências, eu sei que sempre faço posts falando das principais apostas das estações, porque gosto de ficar sabendo das novidades. Mas é importante pensar antes de comprar aquela peça sensação se ela combina mesmo com você, com seu estilo e com as outras peças do seu armário.

Quantas vezes eu usarei?

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Você tem certeza que não está comprando por impulso? Por influência da mídia? Para tentar se encaixar em algo que você não é? Porque se você não se identifica com a roupa, ela não será usada.  Não estou dizendo para não comprar, mas para filtrar as suas escolhas. Vale mais à pena ter algo que renda inúmeras combinações e que “case” com o que já tem, do que algo para ficar lá jogado só ocupando espaço.

De onde veio e, mais importante, sob quais condições essa peça foi produzida?

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Fonte: Pinterest

Você entra em um site da China ou em uma loja física em que os preços parecem baratos demais para ser verdade. É tentador comprar, não é? Ainda mais quando é possível comprar 10 peças que em outro local e com a mesma quantidade de dinheiro compraria menos da metade. Ok, talvez tenha exagerado no exemplo, mas dá para entender onde eu quero chegar. Eu mesma já comprei em sites chineses, o preço é tentador demais, mas decidi rever meus conceitos e perceber que não preciso de todas aquelas peças, ainda mais se alguém pagou por elas o preço que eu não paguei. Claro que nem sempre preços elevados representam um trabalho ético. E com uma simples pesquisa é possível quais marcas estiveram envolvidas em casos de abuso e exploração do trabalho, para não dizer escravidão. Vivemos em uma época onde o acesso à informação é mais fácil e rápido que um piscar de olhos. Se informem!

Use e abuse dos brechós

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Imagem: Pinterest

Amo brechós por inúmeras razões. É possível encontrar peças em excelente qualidade; poupar dinheiro; ajudar quem está vendendo; dar um destino além da doação às roupas que estão estagnadas no meu guarda roupa; ganhar um dinheirinho extra; favorecer uma moda mais consciente… Se alguém aqui ainda tem dúvidas ou um certo preconceito por comprar em brechós, fiz um post listando os principais motivos do por quê fazer isso. Clique aqui para acessar.

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Eu sei que já existem muitos posts desse tipo e que a relação “moda-ética-conscientização” deixou de ser um tema novo. Por isso pensei muito antes desse post, porque eu seguia o pensamento de que se muitas pessoas já fizeram, então não teria o porque ter mais um. Mas a verdade é que nesse mundão da internet, sempre há espaço para mais. Seja mais uma opinião, mais um debate, mais um questionamento.

Percebi que isso é algo incrível. Quanto mais pessoas falando sobre um assunto, mais visibilidade damos à causa. E já está mais do que claro que precisamos rever nossos conceitos, nossos padrões e como nossas atitudes, por mínimas que sejam, impactam o nosso mundo e as pessoas que nele vivem. Então, vamos começar por baixo. Nos questionando, abrindo os olhos e mudando aquilo que está ao nosso alcance, mesmo que seja a forma de consumir. Mesmo que seja pelas roupas.

Para finalizar, deixo o link de um vídeo incrível, desenvolvido pela box 1824, que abriu meus olhos e – na minha humilde opinião – deve ser assistido por todos: The Rise of Lowsumerism.

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